24 de março de 2013

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO DO 6º AO ENSINO MÉDIO

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO  DO 6º AO ENSINO MÉDIO

O texto que você vai ler é uma crônica de Carlos Drummond de Andrade, poeta e cronista mineiro, consagrado no Brasil e em todo o mundo. Sua obra está traduzida em várias línguas, entre elas o inglês, alemão e o espanhol. Seus trabalhos se destacam pela ternura, pelo senso de humor e pela qualidade da linguagem. O texto está com seus parágrafos numerados para se localizar melhor as palavras e expressões utilizadas nos exercícios.

CASO DE CANÁRIO


Casara-se havia duas semanas. Por isso, em casa dos sogros, a família resolveu que ele é que daria cabo do canário:
– Você compreende. Nenhum de nós teria coragem de sacrificar o pobrezinho, que nos deu tanta alegria. Todos somos muito ligados a ele, seria uma barbaridade. Você é diferente, ainda não teve tempo de afeiçoar-se ao bichinho. Vai ver que nem reparou nele, durante o noivado.
– Mas eu também tenho coração, era essa. Como é que vou matar um pássaro só porque o conheço há menos tempo do que vocês?
– Porque não tem cura, o médico já disse. Pensa que não tentamos tudo? É para ele não sofrer mais e não aumentar o nosso sofrimento. Seja bom, vá.
O sogro, a sogra apelaram no mesmo tom. Os olhos claros de sua mulher pediram-lhe com doçura:
– Vai, meu bem.
Com repugnância pela obra de misericórdia que ia praticar, ele aproximou-se da gaiola. O canário nem sequer abriu o olho. Jazia a um canto, arrepiado, morto-vivo. É, esse está mesmo na última lona e dói ver a lenta agonia de um ser tão precioso, que viveu para cantar.
– Primeiro me tragam um vidro de éter e algodão. Assim ele não sentirá o horror da coisa.
Embebeu de éter a bolinha de algodão, tirou o canário para fora com infinita delicadeza, aconchegou-o na palma da mão esquerda e, olhando para outro lado, aplicou-lhe a bolinha no bico. Sempre sem olhar para a vitima, deu-lhe uma torcida rápida e leve, com dois dedos no pescoço.
E saiu para a rua, pequenino por dentro, angustiado, achando a condição humana uma droga. As pessoas da casa não quiseram aproximar-se do cadáver. Coube à cozinheira recolher a gaiola, para que sua vista não despertasse saudade e remorso em ninguém.Não havendo jardim para sepultar o corpo, depositou-o na lata de lixo.
Chegou a hora de jantar, mas quem é que tinha fome naquela casa enlutada? O sacrificador, esse, ficara rodando por aí, e seu desejo seria não voltar para casa nem para dentro de si mesmo.
No dia seguinte, pela manhã, a cozinheira foi ajeitar a lata de lixo para o caminhão, e recebeu uma bicada voraz no dedo.
– Ui! Não é que o canário tinha ressuscitado, perdão, reluzia vivinho da silva, com uma fome danada?
– Ele estava precisando mesmo era de éter – concluiu o estrangulador, que se sentiu ressuscitar, por sua vez.
I. Assinale a alternativa correta para cada item. 1. A expressão: “… daria cabo do canário…” (par. 1) significa:
a.( ) dar o canário a alguém b.( ) soltar o canário da gaiola
c.( ) matar o canário d.( ) prender o canário na gaiola
2. Na frase: “Você ainda não teve tempo de afeiçoar-se ao bichinho” (par. 2), a palavra em destaque pode ser substituída por:
a.( ) apegar-se b.( ) enfurecer-se c.( ) desencantar-se d.( ) preocupar-se
3. Na frase: “Com repugnância pela obra de misericórdia que ia praticar…” (par. 7), a palavra em destaque pode ser substituída por:
a.( ) escrúpulo b.( ) tédio c.( ) ansiedade d.( ) raiva

4. Na frase: “O canário …. jazia a um canto…” (par. 7), a palavra em destaque pode ser substituída por:

a.( ) cantava b.( ) arrepiava-se c.( ) estava deitado d.( ) saltitava

5. Na frase: “Tirou o canário com infinita delicadeza…” (par. 9), a palavra em destaque pode ser substituída por:

a.( ) arrogante b.( ) enorme c.( ) desajeitado d.( ) espontânea

6. Nas frases abaixo, aparecem em destaque, expressões da fala coloquial. Relacione as duas colunas, de acordo com o significado dessas expressões:
1. “…esse está mesmo na última lona…” (par. 7) 2. “…achando a condição humana uma droga…” (par. 10) 3. “O canário reluzia vivinho da silva…” (par. 14)

4. “ O canário estava com uma fome danada.” (par. 14)

a. ( ) uma coisa muito ruim b. ( ) muito grande, fora do comum
c. ( ) no fim d. ( ) vivo, sem nenhuma dúvida
II – Responda com base no texto.
7. Por que os sogros e a esposa escolheram o rapaz para sacrificar o canário?
8. O que o genro quis dizer com a frase: “Mas eu também tenho coração.”?
9. Por que a família decidiu matar o canário de estimação? 10. Por que o jovem marido considerou o sacrifício do canário como uma obra de misericórdia?
11. Como procedeu ele para matar o canário?
12. Transcreva do texto a frase que mostra o estado de espírito do personagem depois que executou o passarinho.
13. As expressões sepultar (par. 10) e enlutada (par. 11) referem-se normalmente à morte de pessoas. Por que o narrador as empregou referindo-se ao canário?
14. Como você entende a expressão “voltar para dentro de si mesmo” (par. 11)?
15. Na crônica, não aparece o nome do personagem escolhido para matar o canário. Retire do texto as palavras empregadas para se referir a ele.
16. Como se explica o fato de o canário estar vivo?
17. Por que o personagem, no final, também se sentiu ressuscitado?
18. Na crônica, o canário aparece em duas situações diferentes. Primeiro, ele está muito mal, semimorto. Depois, ele aparece curado, bem vivo. Transcreva as frases que mostrem o canário nessas duas situações.

GABARITO 1. c 2. A 3. A 4. C 5. B 6. A(2) b.(4) c.(1) d.(3)
7. Porque ele, sendo novo na família, ainda não tivera tempo de se apegar ao canário.
8. Ele quis dizer que também era sensível e que tinha pena do bichinho.
9. Porque o médico afirmara que ele estava muito doente, não tinha cura.
10. Porque seria um ato de caridade abreviar o sofrimento do canário.{
11. Deu-lhe éter para cheirar e depois torceu-lhe de leve o pescoço.
12. “E saiu para a rua, pequenino por dentro, angustiado, achando a condição humana uma droga.”
13. O canário era como uma pessoa da família. Todos lhe queriam bem, como a uma criatura humana.
14. A expressão significa parar para pensar, para meditar.
15. As palavras usadas para se referir ao personagem são sacrificador e estrangulador.
16. Na verdade, o canário não tinha morrido. A torcida rápida e leve no pescoço não foi suficiente para matá-lo.
17. O personagem estava desolado com a morte do canário. Ao saber que ele estava vivo, sentiu grande alivio e felicidade. 18. 1a. – Jazia a um canto, arrepiado, morto-vivo. (par. 7)
2a. – Não é que o canário tinha ressuscitado, perdão, reluzia vivinho da silva com uma fome danada? (par. 14

LÍNGUA PORTUGUESA - BOM DE OUVIDO
Volta e meia a gente encontra alguém que foi alfabetizado, mas não sabe ler. Quer dizer, até domina a técnica de juntar as silabas e é capaz de distinguir no vidro dianteiro o itinerário de um ônibus. Mas passa longe de livro, revista, material impresso em geral. Gente que diz que não curte ler.

Esquisito mesmo. Sei lá, nesses tempos, sempre acho que é como se a pessoa estivesse dizendo que não curte namorar. Talvez nunca tenha tido a chance de descobrir como é gostoso. Nem nunca tenha parado para pensar que, se teve alguma experiência desastrosa em um namoro (ou em uma leitura), isso não quer dizer que todas vão ser assim. É só trocar de namorado ou namorada. Ou de livro. De repente, pode descobrir delícias que nem imaginava, gostosuras fantásticas, prazeres incríveis. Ninguém devia ser obrigado a namorar quem não quer. Ou ler o que não tem vontade. E todo mundo devia ter a oportunidade de experimentar um bocado nessa área, até descobrir qual é a sua.

Durante 18 anos, eu tive uma livraria infantil. De vez em quando, chegavam uns pais ou avós com a mesma queixa: “O Joãozinho não gosta de ler, o que é que eu faço?” Como eu acho que o ser humano é curioso por natureza e qualquer pessoa alfabetizada fica doida pra saber o segredo que tem dentro de um livro (desde que ninguém esteja tentando lhe impingir essa leitura feito remédio amargo pela goela abaixo), não acredito mesmo nessa história de criança não gostar de ler. Então, o que eu dizia naqueles casos não variava muito.

A primeira coisa era algo como “pára de encher o saco do Joãozinho com essa história de que ele tem que ler”. Geralmente, em termos mais delicados: “Por que você não experimenta aliviar a pressão em cima dele, e passar uns seis meses sem dar conselhos de leitura?”

O passo seguinte era uma sugestão: “Experimente deixar um livro como este ao alcance do Joãozinho, num lugar onde ele possa ler escondido, sem parecer que está fazendo a sua vontade. No banheiro, por exemplo.” E o que eu chamava de um livro como este, já na minha mão estendida em oferta, podia ser um exemplar de O Menino Maluquinho, do Ziraldo, ou do Marcelo, Marmelo, Martelo, da Ruth Rocha, ou de O Gênio do Crime, do João Carlos Marinho.

(MACHADO, Ana Maria. Comédias para se ler na escola – prefácio. Editora Objetiva, Rio de Janeiro, 2001)

Assinale a única resposta correta:

1. Na frase: “Há flores e frutos no armário novo”, temos quantos substantivos?
a. ( ) 3 b.( ) 2 c.( ) 4 d.( ) 1 e.( ) 5

2. Assinale o substantivo abstrato:
a.( ) bruxa b.( ) comida c.( ) ar d.( ) bondade e.( ) saci

3. Assinale o substantivo concreto:
a.( ) dor b.( ) fé c.( ) ar d.( ) pobreza e.( ) lealdade

4. Qual o coletivo de lobos?
a.( ) enxame b.( ) nuvem c.( ) alcatéia d.( ) cáfila

5. Qual o coletivo de aviões?
a.( ) esquadra b. ( ) esquadrilha c.( ) vara d.( ) matilha

6. Combine a coluna da direita com a coluna da esquerda:

a. alcatéia 1.( ) cabelos

b. atlas 2.( ) montanhas

c. cordilheira 3.( ) mapas

d. coro 4.( ) camelos

e. elenco 5.( ) plantas de uma região

f. enxame 6.( ) estrelas

g. cáfila 7.( ) artistas

h. cardume 8.( ) veículos

i. esquadra 9.( ) lobos

j. fauna 10.( ) peixes

l. filmoteca 11.( ) abelhas

m. flora 12.( ) navios de guerra

n. frota 13.( ) animais de uma região

o. clero 14.( ) chaves

p. constelação 15.( ) padres

q. madeixa 16.( ) filmes

r. molho 17.( ) cantores

s. ramalhete 18.( ) rosas

t. corja 19.( ) viajantes

u. caravana 20.( ) vagabundos

GABARITO 1. a 2. D 3. C 4. C 5. B

Questão 6: 1. (q) 2. (c) 3. (b) 4. (g) 5. (m) 6. (p) 7. (e) 8. (n) 9. (a) 10. (h)

11. (f) 12. (i) 13. (j) 14. (r) 15. (o) 16. (l) 17. (d) 18. (s) 19. (u) 20. (t)



LÍNGUA PORTUGUESA - CEIÇÃO

A escada tem vinte e oito degraus. E liga as tirânicas necessidades da mesa de D. Marfisa ao comércio ambulante e rumoroso que lhe passa pela frente do sobrado. Ao longo dessa escada, circulam pra baixo e pra cima, incansavelmente, duas pernas finas e esfoladas. São as pernas de Maria da Conceição – a Ceição. Agora, a carrocinha do verdureiro pára defronte à casa de D. Marfisa. E, Dona Marfisa comanda:
- Ceição, dá um pulinho lá e pergunta o que é que ele tem de bom, hoje.

Conceição vai e volta:
- Tem abobra, chuchu, couve, repolho, agrião…
- Pergunta pra ele se tem alface. Ceição vai e volta:
- Mandou dizer que tem.
- Pergunta pra ele se a alface é nova. Ceição vai e volta:
- Mandou dizer que é.
- Pergunta pra ele quanto é o pé. Ceição vai e volta:
- Mandou dizer que é cinquenta…
- Pergunta pra ele se não acha caro. Ceição vai e volta:
- Mandou dizer que não, que é até barato.
- Então, pede dois pés. Ceição vai e volta:
- Taí, madrinha. D. Marfisa apanha os pés de alface, olha-os, examina-os.
- Bem. Agora, dá um pulinho lá e pergunta pra ele se tem troco pra uma nota de duzentos. Ceição vai e volta:
- Mandou dizer que tem.
- Pergunta pra ele se não é melhor assentar no caderno. Ceição vai e volta:
- Mandou dizer que, se a senhora quiser, ele assenta.
- Diz pra ele que não. Leva o dinheiro e paga já. Não quero mais saber de caderno. Ceição vai e volta:
- Mandou dizer que é pra senhora conferir o troco.
D. Marfisa confere:
- Tá certo. Mas esta nota parece que é falsa. Dá um pulinho lá e diz pra ele que me mande outra. Ceição vai e volta. Volta e geme:
- Taí, madrinha.
Então as duas pernas dobram, vergam – os ossos de Ceição quase se desmancham no assoalho asseadíssimo do sobrado da madrinha.
Ontem, D. Marfisa estava dizendo para a cozinheira:
- Como tu vês, Josefa, eu poupo o mais possível essa negrinha…

(Athos Damasceno, Persianas Verdes. Editora Globo, Porto Alegre, 1967)
1. Pelas indicações do texto, entendemos que três pessoas vivem no sobrado. Quais são?
2. Depois da chegada do verdureiro até o fim da transação, a menina desceu e subiu a escada do sobrado:
a. ( ) vinte e duas vezes b. ( ) oito vezes c. ( ) dez vezes d. ( ) trinta e três vezes
3. D. Marfisa poderia ter diminuído muito o trabalho de Ceição se desse mais de uma ordem de cada vez. Por que não o fez?
4. Mesmo recebendo as ordens uma a uma, Ceição poderia por conta própria reduzir seu trabalho. Que deveria fazer para que isso acontecesse?
5. D. Marfisa tinha Ceição sob sua responsabilidade talvez como agregada que recebesse da madrinha, em troca do trabalho, sua manutenção (casa, comida e roupa) e educação. Na sua opinião, D. Marfisa estava demonstrando qualquer interesse pela formação da menina? Por que?
6. Com o texto, o autor quis demonstrar que:
a. ( ) certas pessoas não percebem o quanto estão explorando os seus subalternos.
b. ( ) existem pessoas incapazes de cumprir mais de uma ordem de cada vez.
c. ( ) as pessoas caridosas acolhem os filhos alheios e os cercam de cuidados.
d. ( ) até uma simples compra exige certos cuidados para que não haja exploração.
7. Identifique a frase cuja palavra “nota” tem o mesmo significado na frase a seguir:
“… pergunta pra ele se tem troco para uma nota de duzentos.”
a. ( ) Tanto trabalho para receber apenas esta nota de gorjeta!
b. ( ) Fiquei mais aliviado quando vi a nota que tirei em Português.
c. ( ) O Frederico ficou boquiaberto quando o garçom lhe apresentou a nota.
d. ( ) O esforço foi grande, mas ainda há uma nota desafinada no piano.
8. Ceição anunciou incorretamente uma das verduras vendidas pelo verdureiro. Identifique-a e escreva-a corretamente.
9. Identifique e substitua a expressão existente nas frases que equivale à palavra “asseadíssimo(a)”:
a. No sobrado da madrinha, o assoalho era muito limpo.
b. Gertrudes era uma empregada prestativa e muito limpa.
c. As ruas da cidade, por serem muito limpas, refletem a boa educação do povo.
d. Dava gosto ver os filhos da Eulália. Sempre muito limpos.
e. Se você quer o sanitário da escola muito limpo, dê o exemplo e não o suje.

Gabarito: CEIÇÃO

1. D. Marfisa, Ceição e Josefa.
2. Alternativa c
3. Porque não tinha ideia do esforço que era subir e descer a escada, seguidas vezes, em espaço de tempo tão pequeno.
4. Deveria antecipar-se às ordens, pedindo o maior número de informações ao verdureiro como: verduras existentes para venda, preço.
5. Resposta pessoal.
6. Alternativa a.
7. Alternativa a.
8. Ceição falou “abobra” e o correto é “abóbora”.
9. a. No sobrado da madrinha, o assoalho era asseadíssimo.
b. Gertrudes era uma empregada prestativa e asseadíssima.
c. As ruas da cidade, por serem asseadíssimas, refletem a boa educação do povo.
d. Dava gosto ver os filhos da Eulália. Sempre asseadíssimos.

e Se você quer o sanitário da escola asseadíssimo, dê o exemplo e não o suje.
MODOS DE DIZER  (Mário Bachelet. Antologia Portuguesa. FTD, São Paulo, 1965)

Uma vez um rei sonhou que todos os seus dentes lhe foram caindo da boca, um após outro, até não ficar nenhum. Era no tempo em que havia magos e adivinhos. O rei mandou chamar um deles, referiu-lhe o sonho e pediu-lhe que o decifrasse. O adivinho levou a mão à testa, pensou, pensou, consultou a sua ciência e disse:
– Saiba Vossa Majestade que a significação do seu sonho é a seguinte: está para lhe suceder uma grande infelicidade. Todos os seus parentes, a rainha, os seus filhos, netos, irmãos, todos vão morrer sem ficar um só ante os olhos de Vossa Majestade. O rei entrou em cólera, ficou muito irritado e, chamando os guardas do palácio, mandou decepar a cabeça do adivinho que lhe profetizara coisas tão tristes. Estava o rei muito acabrunhado com o vaticínio, quando se aproximou um cortesão e lhe aconselhou que consultasse outro adivinho, porque a interpretação do primeiro podia estar errada e não devia Sua Majestade se afligir em vão. O rei adotou o conselho, mandou chamar outro mago e lhe narrou o mesmo sonho, pedindo que o decifrasse. O adivinho levou a mão à testa, pensou, pensou, consultou a sua ciência e disse:

– Saiba Vossa Majestade que o seu sonho significa o seguinte: Vossa Majestade terá muitos anos devida. Nenhum dos seus parentes lhe sobreviverá. Nem mesmo o mais moço e mais forte deles terá o desgosto de chorar a perda de Vossa Majestade. O rei, muito satisfeito, mandou encher o adivinho de presentes, deu-lhe muitas moedas de ouro, muitos diamantes, roupas de seda bordadas e um palácio para morar, nomeando-o adivinho oficial do reino.

No entanto, o segundo mago, que recebeu tais prêmios, disse a mesma coisa que o primeiro, que foi degolado. A única diferença foi a linguagem que ele empregou. Esta fez que ele recebesseprêmio em vez de castigo.

Interpretação do texto.
1. Cada um dos magos, antes de expor ao rei o significado do sonho, levou a mão à testa para, com este gesto, indicar…
a. ( ) medo da reação do rei b. ( ) concentração de pensamento c. ( ) respeito diante do rei d. ( ) indecisão sobre o que falar

2. O rei ficou muito triste com o que o primeiro mago lhe dissera porque…
a. ( ) soube que logo perderia todos os seus familiares b. ( ) soube que não viveria muito tempo c. ( ) soube que ficaria sem o seu trono

3. Um cortesão deu um conselho ao rei, mas não sabemos com que palavras ele realmente se expressou. Coloque-se no lugar do cortesão e redija a frase que ele deve ter dito ao rei.

4. O segundo adivinho não provocou a irritação do rei. Por quê?
a. ( ) Porque ele deu a interpretação errada do sonho b. ( ) Porque ele ficou calado diante do rei. c. ( ) Porque ele apresentou o significado do sonho de modo agradável

5. A interpretação do segundo adivinho causou no rei a sensação de…
a.( ) tristeza b. ( ) admiração c. ( ) satisfação d. ( ) ira

6. A interpretação foi a mesma dada pelos dois magos. Qual a diferença existente entre uma e outra que levou o rei a ter reações diferentes?
a. ( ) O primeiro mago enfatizou o lado ruim do sonho (a morte de todos os familiares do rei); o segundo mago enfatizou o lado bom do sonho (o rei iria viver muito).
b. ( ) O primeiro mago usou de palavras grosseiras para dar a explicação do sonho; o segundo mago ficou calado diante do rei.

7. O texto de Mário Bachelet ensina que…
a. ( ) é melhor ficar calado para não sofrer as consequências. b. ( ) não se deve dizer a verdade para não irritar os poderosos.
c. ( ) para tudo há dois modos de dizer a mesma coisa: o agradável e o desagradável.

GABARITO 1. b 2. a 3. Resposta pessoal 4. c 5. c 6. a 7. c


LÍNGUA PORTUGUESA – ENSINO MÉDIO

MARIA, MARIA
(Milton Nascimento e Fernando Brant)
Maria, Maria
É um dom, uma certa magia
Uma força que nos alerta,
Uma mulher que merece viver e amar
Como outra qualquer do planeta.
Maria, Maria
É o som, é a cor, é o suor,
É a dose mais forte e lenta
De uma gente que ri quando deve chorar
E não vive, apenas aguenta.
Mas é preciso ter força,
É preciso ter raça,
É preciso ter gana sempre,
Quem traz no corpo a marca,
Maria, Maria
Mistura a dor e a alegria.
Mas é preciso ter manha,
É preciso ter graça,
É preciso ter sonho sempre.
Quem traz na pele essa marca
Possui a estranha mania
De ter fé na vida.

1. Identifique as características emocionais ou psicológicas da Maria descrita no texto.
2. A que classe social pertence a Maria descrita no texto? Transcreva o trecho que comprova sua resposta.
3. Os trechos: “Quem traz no corpo a marca / … / Mistura a dor e a alegria” e “Quem traz na pele essa marca / possui a estranha mania / de ter fé na vida” indicam que a Maria é:
a. ( ) portadora de deficiência física b. ( ) é negra e pobre c. ( ) branca e rica
4. Baseando-se no conteúdo do texto, explique o que afirmam esses versos: “Possui a estranha mania / de ter fé na vida”.
5. A metáfora é uma figura de linguagem muito usada na linguagem poética. Identifique e transcreva as frases do texto que apresentam essa figura.

Gabarito:
1. A Maria descrita é ativa, participante, lutadora.
2. À classe pobre. Comprova o trecho: “De uma gente que ri quando deve chorar / E não vive, apenas aguenta”.
3. Letra B
4. As mulheres, principalmente as negras e pobres, geralmente não se deixam abater pelas adversidades da vida.
5. “Maria, Maria / é um dom, uma certa magia / uma força que nos alerta” , “Maria, Maria / é o som, é a cor, é o suor / é a dose mais forte e lenta”

TEXTO PARA INTERPREÇÃO 9 – BRASIL (Nível Médio)

“Nenhum texto é uma peça isolada, nem a manifestação da individualidade de quem o produziu. De uma forma ou de outra, constrói-se um texto para, através dele, marcar uma posição ou participarde um debate de escala mais ampla que está sendo travado na sociedade.” (FIORIN, José Luiz / SAVIOLI, Francisco Platão. Para entender o texto: leitura e redação. 17ª edição, Editora Ática, 2007)
BRASIL (Cazuza, George Israel e Nilo Romero,LP Vale Tudo, Som Livre, 1988)
Não me convidaram

Pra essa festa pobre
Que os homens armaram
Pra me convencer
A pagar sem ver
Toda essa droga
Que já vem malhada
Antes d’eu nascer
Não me ofereceram
Nem um cigarro
Fiquei na porta
Estacionando os carros
Não me elegeram
chefe de nada
o meu cartão é uma navalha
Brasil
Mostra a tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil
Qual é o teu negócio
O nome do teu sócio
Confia em mim
Não me sortearam
A garota do fantástico
Não me subornaram
Será que é meu fim?
Ver tv a cores
Na taba de seu índio
Programada pra só dizer sim
Grande pátria desimportante
Em nenhum instante
Eu vou te trair

Estudo do Texto -1. Qual o significado das palavras abaixo de acordo com o texto da poesia? a) armaram b) malhada c) subornaram
2. Segundo a visão dos autores e considerando o conteúdo geral da letra, quem estaria reclamando de não ter sido convidado para a festa?
3. A que festa o poeta se refere quando afirma: “Não me convidaram pra essa festa pobre…”?
4. A que homens o poeta se refere quando afirma: “…os homens armaram…”?
5. O que pode significar os versos: “…a pagar sem ver / toda essa droga / que já vem malhada / antes d’eu nascer…”?
6. Apesar do poeta não ter sido convidado para a festa, ele ficou nos arredores do local estacionando os carros. Explique o significado dos versos: “…não me ofereceram / nem um cigarro / fiquei na porta / estacionando os carros…”
7. Explique o significado dos seguintes versos: “o meu cartão de crédito / é uma navalha”.
8. Observando a segunda estrofe, o que significa o apelo feito no ultimo verso: “confia em mim”?
9. Nos três últimos versos da 3a. estrofe, há uma crítica à televisão. Que crítica é esta? “ver tv a cores / na taba de seu índio / programada pra só dizer sim”
10. Explique o paradoxo: “Grande pátria desimportante”

Gabarito
Questão 1.
a) planejaram, organizaram
b) que tem manchas
c) induziram ou levaram alguém, mediante recompensas ou promessas, a não cumprir o dever ou a praticar ações ilegais ou injustas. No texto, o poeta constata que não foi subornado e que por causa disso acha que será o seu fim como cidadão.
Questão 2. O povo que vive no Brasil, ou seja, os brasileiros.
Questão 3. Refere-se à festa da democracia, ou melhor à eleição que aconteceu com o povo pedindo “Diretas já!”. O que aconteceu foi a eleição de Tancredo Neves pelo Congresso Nacional, sem a participação do povo como é feito atualmente. Fala em festa pobre porque o poeta considera que não houve participação popular nessa escolha.
Questão 4. O poeta considera que não havendo participação popular na escolha do Presidente da República, essa decisão, definida por um pequeno grupo de pessoas (Congresso Nacional) era uma farsa planejada com o intuito de esconder algo do povo.
Questão 5. Toda festa requer gastos, sejam financeiros, sejam materiais, sejam pessoais (esforço físico, psicológico, mental). Alguém tem que pagar por isso. O poeta reclama que o pagamento por uma festa com defeito (com manchas) foi feito pelo povo e seus descendentes.
Questão 6. A festa foi feita, mas o povo não participou dela. Apenas ficou como espectador, trabalhando para manter o país organizado.
Questão 7. Na década de 80, o Brasil enfrentou uma inflação profunda na economia. O dinheiro brasileiro perdia seu valor diariamente: era como uma navalha que feria o poder de compra do consumidor. Por isso o poeta usa a expressão: “o meu cartão de crédito é uma navalha…”. Cada vez que alguém ia às compras sentia no bolso o corte do valor do dinheiro.
Questão 8. Pede que a nação constituída e organizada confie em seu povo para resolver os problemas.
Questão 9. A influência da televisão na cultura e opinião das pessoas através dos programas que, às vezes, não eram isentos, isto é, mostrava apenas um lado do fato, da notícia.
Questão 10. Pátria grande em tamanho territorial, mas sem importância política diante do mundo ou mesmo diante de alguns brasileiros.

LÍNGUA PORTUGUESA - TOCANDO EM FRENTE (Almir Sater / Renato Teixeira)

1. Ando devagar porque já tive pressa
2. E levo esse sorriso porque já chorei demais
3. Hoje me sinto mais forte, mais feliz,
4. Quem sabe eu só levo a certeza
5. De que muito pouco eu sei
6. Ou nada sei
7. Conhecer as manhas e as manhãs
8. O sabor das massas e das maçãs
9. É preciso amor para poder pulsar
10. É preciso paz para poder sorrir
11. É preciso chuva para florir
12. Penso que cumprir a vida seja simplesmente
13. Compreender a marcha e ir tocando em frente
14. Como um velho boiadeiro levando a boiada
15. Eu vou tocando os dias pela longa estrada, eu sou
16. Estrada eu vou
17. Todo mundo ama um dia
18. Todo mundo chora um dia
19. A gente chega e no outro vai embora
20. Cada um de nós compõe a sua história
21. E cada ser em si
22. Carrega o dom de ser capaz
23. E ser feliz

Após ler atentamente o texto, responda às questões: 1. Assinale mais de uma alternativa que esteja de acordo com o texto:
a. ( ) Para o poeta, a vida deve ser levada, tocada como uma boiada, pois não conseguimos entender a imprevisibilidade de ambas.
b. ( ) Só é possível ser feliz nesta jornada, depois de um toque de Deus, o velho boiadeiro, que nos impulsiona pela longa estrada da vida.
c. ( ) Só através do choro individual e de outros é que descobrimos o valor de um
sorriso.
d. ( ) Manhãs, maçãs e chuva fazem parte da nossa história, já que não somos donos do nosso destino.
e. ( ) Segundo o poeta, para se viver, é necessário entender o andamento da jornada e continuar vivendo.
2. Marque as afirmativas com V para verdadeiro e F para falso, de acordo com o texto:
a. ( ) Viver é uma aprendizagem, fruto da observação atenta das alegrias e dos sofrimentos pelos quais passamos.
b. ( ) Ser feliz é o destino de todos os seres humanos, independendo das chegadas e das partidas.
c. ( ) A consciência do significado da vida e o dom da capacidade de construirmos a nossa história nos deixa mais fortes, mais felizes.
d. ( ) O poeta tem hoje um sorriso de serenidade porque nunca levou a vida com ligeireza.
e. ( ) Para podermos saborear a vida, precisamos vivenciar a paz e o amor, entre outros fatores que nos mostram que é possível compormos a nossa história com serenidade.
Assinale a única alternativa correta:
3. Há várias comparações no texto que nos leva a concluir que o poeta fala:
a. ( ) da boiada b. ( ) do boiadeiro c. ( ) do sabor das frutas d. ( ) dos dias vividos
e. ( ) do dom da felicidade de cada um de nós
4. Nos versos 5 e 6, o poeta demonstra que se considera um homem:
a. ( ) orgulhoso b. ( ) sem cultura c. ( ) experiente d. ( ) humilde e. ( ) sem rumo definido.
Responda com suas palavras: 5. Como era a vida do poeta no passado? Comprove sua resposta com versos da poesia.

Gabarito
Questão 1. Alternativas a, c, e
Questão 2. a. (V) b. (F) c. (V) d.(F) e.(V)
Questão 3. Alternativa (e)
Questão 4. Alternativa (d)
Questão 5. A vida do poeta era agitada e sofrida, demonstrado nos versos 1 e 2

AVALIAÇÃO DE LITERATURA/LÍNGUA PORTUGUESA -(NÍVEL MÉDIO)
NOMES............................................................................................................................

TEXTO PARA INTERPRETAÇÃO – O PLANO
José Martiniano de Alencar é o principal ficcionista do Romantismo no Brasil. Explorou a lenda, a história, os costumes dos brancos e índios, a política e a vida colonial. Seus romances são divididos em 4 grupos: indianista, histórico, urbano e regionalista. A obra O Guarani, da qual retiramos o texto, faz parte do grupo indianista, onde explora o encontro/confronto entre a civilização europeia e a indígena, de que resultaria uma pretensa civilização brasileira.

O Plano
JOSÉ DE ALENCAR. O Guarani. Editora Martin Claret, 2004, São Paulo, SP.

O fidalgo, livre do pesar de perder um amigo, assumira a sua costumada severidade, sempre que se tratava de uma falta grave.
- Cometeste uma grande imprudência, disse ao índio; fizeste sofrer teus amigos; expuseste a vida daqueles que te amam; não precisas de outra punição além desta.
- Peri ia salvar-te!
- Entregando-te nas mãos do inimigo?
- Sim!
- Fazendo-te matar por eles?
- Matar e…
O índio calou-se.
- É preciso explicares-te, para que não julguemos que o amigo inteligente e dedicado de outrora tornou-se um louco e um rebelde.
A palavra era dura; e o tom em que foi dita ainda agravava mais a repreensão severa que ela encerrava.
Peri sentiu uma lágrima umedecer-lhe as pálpebras:
- Obrigas Peri a dizer tudo!
- Deves fazê-lo, se desejas reabilitar-te na estima que te votava, e que sinto perder.
- Peri vai falar.
Álvaro entrava nesse momento tendo deixado no alto da esplanada os seus companheiros já livres do perigo, e quites por algumas feridas que não eram felizmente muito graves.

Cecília apertou a mão do moço com reconhecimento; Isabel enviou-lhe num olhar toda a sua alma. As pessoas presentes se gruparam ao redor da poltrona de D. Antônio, em face do qual Peri, de pé, com a cabeça baixa, confuso e envergonhado como um criminoso, ia justificar-se.
Dir-se-ia que confessava uma ação indigna e vil; ninguém adivinhava que su-blime heroísmo, que concepção gigantesca havia nesse ato, que todos condenavam como uma loucura.
Ele começou:
“Quando Ararê deitou o seu corpo sobre a terra para não tornar a erguê-lo, chamou Peri e disse:
“Filho de Ararê, teu pai vai morrer; lembra-te que tua carne é a minha carne; que teu sangue é meu sangue. Teu corpo não deve servir o banquete do inimigo.
“Ararê disse, e tirou suas contas de frutos que deu a seu filho: estavam cheias de veneno; tinham nelas a morte. “Quando Peri fosse prisioneiro, bastava quebrar um fruto, e ria do vencedor que não se animaria a tocar no seu corpo.
“Peri viu que a senhora sofria, e olhou as suas contas; teve uma ideia; a herança de Ararê podia salvar a vida de todos. “Se tu deixasses fazer o que queria, quando a noite viesse não acharia um ini-migo vivo; os brancos e os índios não te ofenderiam mais.” Toda a família ouvia esta narração com uma surpresa extraordinária; compreendiam dela que havia em tudo isto uma arma terrível, – o veneno; mas não podiam saber os meios de que o índio se servira ou pretendia servir-se para usar desse agente de destruição.
- Acaba! disse D. Antônio; por que modo contavas então destruir o inimigo?
- Peri envenenou a água que os brancos bebem, e o seu corpo, que devia servir ao banquete dos Aimorés!
Um grito de horror acolheu essas palavras ditas pelo índio em um tom simples e natural.
O plano que Peri combinara para salvar seus amigos acabava de revelar-se em toda a sua abnegação sublime, e com o cortejo de cenas terríveis e monstruosas que deviam acompanhar a sua realização.
_______________________________________________________________________________________________
Após a leitura atenta do texto, responda às questões, assinalando a única resposta correta.
1. O episódio narrado nos assegura que seu protagonista é:
a. ( ) D.Antonio b. ( ) Cecília c. ( ) Peri d. ( ) Álvaro

2.O fidalgo considera o índio Peri como um:
a. ( ) adversário b. ( ) aliado c. ( ) empregado d. ( ) amigo

3. O índio cometeu uma falta: a. ( ) fugindo ao combate b. ( ) lutando sozinho
c. ( ) abandonando a família d. ( ) expondo os amigos

4. As reticências da resposta do índio (Matar e…) devem completar-se com o verbo:

a. ( ) comer b. ( ) beber c. ( ) envenenar d. ( ) morrer

5. O índio expôs a vida dos companheiros:
a. ( ) abandonando-os b. ( ) diminuendo o número de combatentes
c. ( ) chamando para perto os inimigos d. ( ) obrigando os amigos a salvá-lo

6. O fidalgo impôs ao índio um castigo:
a. ( ) físico b. ( ) mental c. ( ) moral d. ( ) religioso

7. Desejando calar o que fizera, o ato do índio revela:
a. ( ) heroísmo b. ( ) orgulho c. ( ) vaidade d. ( ) temeridade

8. O índio foi salvo por um grupo chefiado por:
a. ( ) Ararê b. ( ) D. Antonio c. ( ) Álvaro d. ( ) um aimoré

9. A cena nos deixa descobrir que há um casal de apaixonados:
a. ( ) Álvaro e Cecília b. ( ) Álvaro e Isabel c. ( ) Dom Antonio e Isabel d. ( ) Peri e Isabel

10. O grupo inimigo era composto por:
a. ( ) brancos b. ( ) guaranis c. ( ) aimorés d. ( ) brancos e aimorés

11. Na prática da sua façanha, Peri valeu-se de um costume dos:
a. ( ) brancos b. ( ) negros c. ( ) índios d. ( ) europeus
Gabarito 1. c 2. D 3. B 4. D 5. D 6. C 7. A 8. C 9. B 10. D 11. C

LÍNGUA PORTUGUESA - TEXTO: O HOMEM E A GALINHA
Era uma vez um homem que tinha uma galinha. Era uma galinha como as outras.
Um dia a galinha botou um ovo de ouro. O homem ficou contente. Chamou a mulher:
- Olha o ovo que a galinha botou. A mulher ficou contente:
- Vamos ficar ricos! E a mulher começou a tratar bem da galinha. Todos os dias a mulher dava mingau para a galinha. Dava pão-de-ló, dava até sorvete. E todos os dias a galinha botava um ovo de ouro. Então o marido disse:
- Pra que esse luxo com a galinha? Nunca vi galinha comer pão-de-ló... Muito menos tomar sorvete!
- É, mas esta é diferente! Ela bota ovos de ouro! O marido não quis conversa:
- Acaba com isso mulher. Galinha come é farelo. Aí a mulher disse:
- E se ela não botar mais ovos de ouro?
- Bota sim - o marido respondeu. A mulher todos os dias dava farelo à galinha. E a galinha botava um ovo de ouro. Então o marido disse:
- Farelo está muito caro, mulher, um dinheirão! A galinha pode muito bem comer milho.
- E se ela não botar mais ovos de ouro?
- Bota sim - o marido respondeu. Aí a mulher começou a dar milho pra galinha. E todos os dias a galinha botava um ovo de ouro. Então o marido disse:
- Pra que esse luxo de dar milho pra galinha? Ela que procure o de-comer no quintal!
- E se ela não botar mais ovos de ouro? - a mulher perguntou.
- Bota sim - o marido falou. E a mulher soltou a galinha no quintal. Ela catava sozinha a comida dela. Todos os dias a galinha botava um ovo de ouro. Uma dia a galinha encontrou o portão aberto. Foi embora e não voltou mais. Dizem, que ela agora está numa boa casa onde tratam dela a pão-de-ló. (Ruth Rocha)

1) O texto recebe o título de O homem e a galinha. Por que a história recebe esse título?
a) Porque eles são os personagens principais da história narrada.
b) Porque eles representam, respectivamente, o bem e o mal na história.
c) Porque são os narradores da história. d) Porque ambos são personagens famosos de outras histórias.
e) Porque representam a oposição homem-animal.

2) Qual das afirmativas a seguir não é correta em relação ao homem da fábula?
a) É um personagem preocupado com o corte de gastos. b) Mostra ingratidão em relação à galinha.
c) Demonstra não ouvir as opiniões dos outros. d) Identifica-se como autoritário em relação à mulher
e) Revela sua maldade nos maus-tratos em relação à galinha.

3) Qual das características a seguir pode ser atribuída à galinha?
a) avareza b) conformismo c) ingratidão d) revolta e) hipocrisia

4) Era uma vez um homem que tinha uma galinha. De que outro modo poderia ser dita a frase destacada?
a) Era uma vez uma galinha, que vivia com um homem. b) Era uma vez um homem criador de galinhas.
c) Era uma vez um proprietário de uma galinha. d) Era uma vez uma galinha que tinha uma propriedade.
e) Certa vez um homem criava uma galinha.

5) Era uma vez é uma expressão que indica tempo:
a) bem localizado b) determinado c) preciso d) indefinido e) bem antigo

6) A segunda frase do texto diz ao leitor que a galinha era uma galinha como as outras. Qual o significado dessa frase?
a) A frase tenta enganar o leitor, dizendo algo que não é verdadeiro.
b) A frase mostra que era normal que as galinhas botassem ovos de ouro.
c) A frase indica que ela ainda não havia colocado ovos de ouro.
d) A frase mostra que essa história é de conteúdo fantástico.
e) A frase demonstra que o narrador nada conhecia de galinha.

7) O que faz a galinha ser diferente das demais?
a) Botar ovos todos os dias independentemente do que confia.
b) Oferecer diariamente ovos a seu patrão avarento. c) Pôr ovos de ouro antes da época própria.
d) Botar ovos de ouro a partir de um dia determinado. e) Ser bondosa, apesar de sofrer injustiças.

8) O homem ficou contente. O conteúdo dessa frase indica um (a):
a) causa b) modo c) explicação d) conseqüência e) comparação

9) A presença de travessões no texto indica:
a) a admiração da mulher b) a surpresa do homem c) a fala dos personagens
d) a autoridade do homem e) a fala do narrador da história

10) Que elementos demonstram que a galinha passou a receber um bom tratamento, após botar o primeiro ovo de ouro?
a) pão-de-ló / mingau / sorvete b) milho / farelo / sorvete
c) mingau / sorvete / milho d) sorvete / farelo / pão-de-ló
e) farelo / mingau / sorvete

11) Dizem, eu não sei... Quem é o responsável por essas palavras?
a) o homem b) a galinha c) o narrador d) a mulher e) o ovo

Gabarito dos exercícios de interpretação:
01- a 02- e 03- b 04- c 05- d 06- c 07- d 08- d 09- c 10- a 11- c

1° TEXTO
BUROCRATAS CEGOS
A decisão, na sexta-feira, da juíza Adriana Barreto de Carvalho Rizzotto, da 7a Vara Federal do Rio, determinando que a Light e a Cerj também paguem bônus aos consumidores de energia que reduziram o consumo entre 100 kWh e 200 kWh fez justiça. A liminar vale para todos os brasileiros. Quando o Governo se lançou nessa difícil tarefa do racionamento, não contou com tamanha solidariedade dos consumidores. Por isso, deixou essa questão dos bônus em suspenso. Preocupada com os recursos que o Governo federal terá que desembolsar com os prêmios, a Câmara de Gestão da Crise de Energia tem evitado encarar essa questão, muito embora o próprio presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, já tenha dito que o bônus será pago. Decididamente, os consumidores não precisavam ter lançado mão da Justiça para poder ter a garantia desse direito. Infelizmente, o permanente desrespeito ao contribuinte ainda faz parte da cultura dos burocratas brasileiros. Estão constantemente preocupados em preservar a máquina do Estado. Jamais pensam na sociedade e nos cidadãos. Agem como se logo mais na frente não precisassem da população para vencer as barreiras de mais essa crise. (Editorial de O Dia, 19/8/01)

1) De acordo com o texto:
a) a juíza expediu a liminar porque as companhias de energia elétrica se negaram a pagar os bônus aos consumidores.
b) a liminar fez justiça a todos os tipos de consumidores.
c) a Light e a Cerj ficarão desobrigadas de pagar os bônus se o Governo fizer a sua parte.
d) o excepcional retorno dado pelos consumidores de energia tomou de surpresa o Governo.
e) o Governo pagará os bônus, desde que as companhias de energia elétrica também o façam.

2) Só não se depreende do texto que:
a) os burocratas brasileiros desrespeitam sistematicamente o contribuinte.
b) o governo não se preparou para o pagamento dos bônus.
c) o chefe do executivo federal garante que os consumidores receberão o pagamento dos bônus.
d) a Câmara de Gestão está preocupada com os gastos que terá o Governo com o pagamento dos bônus.
e) a única forma de os consumidores receberem o pagamento dos bônus é apelando para a Justiça.

3) De acordo com o texto, a burocracia brasileira:
a) vem ultimamente desrespeitando o contribuinte.
b) sempre desrespeita o contribuinte.
c) jamais desrespeitou o contribuinte.
d) vai continuar desrespeitando o contribuinte.
e) deixará de desrespeitar o contribuinte.

4) A palavra que justifica a resposta ao item anterior é:
a) infelizmente
b) constantemente
c) cultura
d) jamais
e) permanente

5) Os burocratas brasileiros:
a) ignoram o passado.
b) não valorizam o presente.
c) subestimam o passado.
d) não pensam no futuro.
e) superestimam o futuro.

6) Pode-se afirmar, com base nas idéias do texto:
a) A Câmara de Gestão defende os interesses da Light e da Cerj.
b) O presidente da República espera poder pagar os bônus aos consumidores.
c) Receber o pagamento dos bônus é um direito do contribuinte, desde que tenha reduzido o consumo satisfatoriamente.
d) Os contribuintes não deveriam ter recorrido à Justiça, porque a Câmara de Gestão garantiu o pagamento dos bônus.
e) A atuação dos burocratas brasileiros deixou a Câmara de Gestão preocupada.


2° TEXTO
É consenso entre os economistas que o setor automobilístico é o que impulsiona a economia de qualquer país. QUATRO RODAS foi conferir e viu que os números são espantosos. A começar pelo mercado de trabalho. Estima-se que um emprego em uma fábrica de carros gera, indiretamente, 46 outros empregos. Por esse cálculo, 5 milhões de brasileiros dependem, em maior ou menor grau, dessa indústria. Até na construção civil a presença das rodas é enorme: 1 em cada 4 metros quadrados de espaço nas grandes cidades se destina a ruas ou estacionamentos. Na ponta do lápis, o filão da economia relacionado a automóveis movimentou, no ano passado, pelo menos 216 bilhões de dólares. Como o PIB brasileiro, nesse período, foi de 803 bilhões de dólares (e ainda não havia ocorrido a maxidesvalorização), cerca de 1 em cada 4 reais que circularam no país andou sobre rodas em 1998. (Quatro Rodas, março/99)

7) Segundo o texto, a economia de um país:
a) é ajudada pelo setor automobilístico.
b) independe do setor automobilístico.
c) às vezes depende do setor automobilístico.
d) não pode prescindir do setor automobilístico.
e) fortalece o setor automobilístico.

8) A importância do setor automobilístico é destacada:
a) por boa parte dos economistas
b) pela maioria dos economistas
c) por todos os economistas
d) por alguns economistas
e) pelos economistas que atuam nessa área

9) Pelo texto, verifica-se que:
a) alguns países têm sua economia impulsionada pelo setor automobilístico.
b) o PIB brasileiro seria melhor sem o setor automobilístico.
c) para os economistas, o setor automobilístico tem importância relativa na economia brasileira.
d) cinco milhões de brasileiros têm seu sustento no setor automobilístico.
e) em 1998, três quartos da economia brasileira não tinham relação com o setor automobilístico.

10) “A começar pelo mercado de trabalho.” Das alterações feitas na passagem acima, aquela que lhe altera basicamente o sentido é:
a) a princípio pelo mercado de trabalho
b) começando pelo mercado de trabalho
c) em princípio pelo mercado de trabalho
d) principiando pelo mercado de trabalho
e) iniciando pelo mercado de trabalho

11) Segundo o texto, o setor automobilístico:
a) está presente em segmentos diversos da sociedade.
b) limita-se às fábricas de veículos.
c) no ano de 1988 gerou salários de aproximadamente 216 bilhões de dólares.
d) ficou imune à maxidesvalorização.
e) gera, pelo menos, 47 empregos por fábrica de automóveis.

12) A palavra ou expressão que justifica a resposta ao item anterior é:
a) qualquer
b) gera
c) até
d) na ponta do lápis
e) no país

3° TEXTO
Vários planetas são visíveis a olho nu: Marte, Júpiter, Vênus, Saturno e Mercúrio. Esses astros já eram conhecidos não apenas dos gregos, mas também de povos ainda mais antigos, como os babilônios. Apesar de sua semelhança com as estrelas, os planetas eram identificados pelos povos da Antigüidade graças a duas características que os diferenciavam. Primeiro: as estrelas, em curtos períodos, não variam de posição umas em relação às outras. Já os planetas mudam de posição no céu com o passar das horas. À noite, esse movimento pode ser percebido com facilidade. Segundo: as estrelas têm uma luz que, por ser própria, pisca levemente. Já os planetas, que apenas refletem a luz do Sol, têm um brilho fixo. Os planetas mais distantes da Terra só puderam ser descobertos bem mais tarde, com a ajuda de aparelhos ópticos como o telescópio. “O primeiro deles a ser identificado foi Urano, descoberto em 1781 pelo astrônomo inglês William Herschel”, afirma a astrônoma Daniela Lázzaro, do Observatório Nacional do Rio de Janeiro. (Superinteressante, agosto/01)

13) Com relação às idéias contidas no texto, não se pode afirmar que:
a) os gregos não conheciam o planeta Urano.
b) os gregos, bem como outros povos da Antigüidade, conheciam vários planetas do Sistema Solar.
c) a olho nu, os planetas se assemelham às estrelas.
d) os povos da Antigüidade usavam aparelhos ópticos rudimentares para identificar certos planetas.
e) os povos antigos sabiam diferençar os planetas das estrelas, mesmo sem aparelhos ópticos.

14) Infere-se do texto que a Astronomia é uma ciência que, em dadas circunstâncias, pode prescindir de:
a) estrelas
b) planetas
c) instrumentos
d) astrônomos
e) estrelas, planetas e astrônomos

15) A locução prepositiva “graças a” tem o mesmo valor semântico de:
a) mas também
b) apesar de
c) com
d) por
e) em

16) “Esses astros já eram conhecidos não apenas dos gregos, mas também
de povos ainda mais antigos...” Das alterações feitas na passagem acima, aquela que apresenta sensível alteração de sentido é:
a) Esses astros já eram conhecidos não somente dos gregos, como também de povos ainda mais antigos.
b) Tais planetas já eram conhecidos não apenas dos gregos, mas também de povos ainda mais antigos.
c) Esses astros já eram conhecidos não apenas pelos gregos, mas também por povos ainda mais antigos.
d) Esses astros já eram conhecidos tanto pelos gregos, como por povos ainda mais antigos.
e) Esses astros já eram conhecidos não apenas através dos gregos, mas também através de povos mais antigos.

17) A diferença que os antigos já faziam entre estrelas e planetas era de:
a) brilho e posição
b) beleza e posição
c) importância e disposição
d) brilho e importância
e) beleza e disposição

18) Infere-se do texto que o planeta Netuno:
a) era conhecido dos gregos.
b) foi descoberto sem ajuda de aparelhos ópticos.
c) foi descoberto depois de Plutão.
d) foi descoberto depois de Urano.
e) foi identificado por acaso.

19) Segundo o texto, as estrelas:
a) nunca mudam de posição.
b) são iguais aos planetas.
c) não piscam.
d) só mudam de posição à noite.
e) mudam de posição em longos períodos de tempo.

4° TEXTO
Não faz muito tempo, a mata virgem, as ondas generosas e as areias brancas da Praia do Rosa, no sul catarinense, despertaram a atenção de surfistas e viajantes em busca de lugares inexplorados. Era meados dos anos 70, e este recanto permanecia exclusivo de poucas famílias de pescadores. O tempo passou e hoje “felizmente”, conforme se ouve em conversas com a gente local, o Rosa não mudou. Mesmo estando localizada a apenas 70 quilômetros de Florianópolis e vizinha do badalado Balneário de Garopaba, a Praia do Rosa preserva, de forma ainda bruta, suas belezas naturais. É claro que houve mudanças desde sua descoberta pelos forasteiros. Mas, ao contrário de muitos lugarejos de nossa costa que tiveram a natureza devastada pela especulação imobiliária, esta região resiste intacta graças a um pacto entre moradores e donos de pousadas. Uma das medidas adotadas por eles, por exemplo, é que ninguém ocupe mais de 20% de seu terreno com construção. Assim, o verde predomina sobre os morros de frente para o mar azul repleto de baleias. Baleias? Sim, baleias francas, a mais robusta entre as espécies desses mamíferos marinhos, que chegam a impressionantes 18 metros e até 60 toneladas. (Sérgio T. Caldas, na Os caminhos da Terra, dez./00)

20) Quanto à Praia do Rosa, o autor se contradiz ao falar:
a) da localização
b) dos moradores
c) da mudança
d) do tempo
e) do valor

21) O texto só não nos permite afirmar, com relação à Praia do Rosa:
a) mantém intactas suas belezas naturais.
b) manteve-se imune à especulação imobiliária.
c) não fica distante da capital do Estado.
d) no início dos anos 70, surfistas e exploradores se encantaram com suas belezas naturais.
e) trata-se de um local tranqüilo, onde todos respeitam a natureza.

22) Pelo visto, o que mais impressionou o autor do texto foi a presença de:
a) moradores
b) baleias
c) surfistas
d) donos de pousadas
e) viajantes

23) O fator determinante para a preservação do Rosa é:
a) a ausência da especulação imobiliária
b) o amor dos moradores pelo lugar
c) a consciência dos surfistas que freqüentam a região
d) o pacto entre moradores e donos de pensão
e) a proximidade de Florianópolis

24) O primeiro período do segundo parágrafo terá o seu sentido alterado se
for iniciado por:
a) a despeito de estar localizada
b) não obstante estar localizada
c) ainda que esteja localizada
d) contanto que esteja localizada
e) posto que estivesse localizada

25) O adjetivo empregado com valor conotativo é:
a) generosas
b) exclusivo
c) bruta
d) intacta
e) azul

26) O adjetivo “badalado”:
a) pertence à língua literária e significa importante.
b) é linguagem jornalística e significa comentado.
c) pertence à língua popular e significa muito falado.
d) é linguagem científica e significa movimentado.
e) pertence à língua coloquial e significa valiosa.


5° TEXTO
A vida é difícil para todos nós. Saber disso nos ajuda porque nos poupa da autopiedade. Ter pena de si mesmo é uma viagem que não leva a lugar nenhum. A autopiedade, para ser justificada, nos toma um tempo enorme na construção de argumentos e motivos para nos entristecermos com uma coisa absolutamente natural: nossas dificuldades. Não vale a pena perder tempo se queixando dos obstáculos que têm de ser superados para sobreviver e para crescer. É melhor ter pena dos outros e tentar ajudar os que estão perto de você e precisam de uma mão amiga, de um sorriso de encorajamento, de um abraço de conforto. Use sempre suas melhores qualidades para resolver problemas, que são: capacidade de amar, de tolerar e de rir. Muitas pessoas vivem a se queixar de suas condições desfavoráveis, culpando as circunstâncias por suas dificuldades ou fracassos. As pessoas que se dão bem no mundo são aquelas que saem em busca de condições favoráveis e se não as encontram se esforçam por criá-las. Enquanto você acreditar que a vida é um jogo de sorte vai perder sempre. A questão não é receber boas cartas, mas usar bem as que lhe foram dadas. (Dr. Luiz Alberto Py, in O Dia, 30/4/00)

27) Segundo o texto, evitamos a autopiedade quando:
a) aprendemos a nos comportar em sociedade.
b) nos dispomos a ajudar os outros.
c) passamos a ignorar o sofrimento.
d) percebemos que não somos os únicos a sofrer.
e) buscamos o apoio adequado.

28) Para o autor, o mais importante para a pessoa é:
a) perceber o que ocorre à sua volta.
b) ter pena das pessoas que sofrem.
c) buscar conforto numa filosofia ou religião.
d) esforçar-se para vencer as dificuldades.
e) estar ciente de que, quando menos se espera, surge a dificuldade.

29) A autopiedade, segundo o autor:
a) é uma doença.
b) é problema psicológico.
c) destrói a pessoa.
d) não pode ser evitada.
e) não conduz a nada.

30) A vida é comparada a um jogo em que a pessoa:
a) precisa de sorte.
b) deve saber jogar.
c) fica desorientada,
e) geralmente perde.
e) não pode fazer o que quer.

31) A superação das dificuldades da vida leva:
a) à paz
b) à felicidade
c) ao equilíbrio
d) ao crescimento
e) à auto-estima

32) Os sentimentos que levam à superação das dificuldade são:
a) fé, tolerância, abnegação
b) amor, desapego, tolerância
c) caridade, sensibilidade, otimismo
d) fé, tolerância, bom humor
e) amor, tolerância, alegria

33) Para o autor:
a) não podemos vencer as dificuldades.
b) só temos dificuldades por causa da nossa imprevidência.
c) não podemos fugir das dificuldades.
d) devemos amar as dificuldades.
e) devemos procurar as dificuldades.

GABARITO DOS EXERCÍCIOS:
1- d
2- e
3- b
4- e
5- d
6- c
7- d
8- c
9- e
10- c
11- a
12- c
13- d
14- c
15- d
16- e
17- a
18- d
19- e
20- c
21- d
22- b
23- d
24- d
25- a
26- c
27- d
28- d
29- e
30- b
31- d
32- e
33- c

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